É através dos nossos sentidos que somos capazes de interagir com o mundo, sem eles ficaríamos completamente alienados.
Na cozinha o paladar e olfato reinam supremos.
Ao iniciar nas artes da cozinha as pessoas costumam ficar intimidadas, melindradas sem saber exatamente por onde começar. O início é simples, basta prestar atenção a estes dois sentidos.
Da mesma maneira que nos concentramos ao ler um livro, ao saborear um prato fazemos os mesmos movimentos, prestando atenção, memorizando os sabores, a impressão que nos causam. Nada no mundo vai suplantar a própria experiência, é impossível explicar um sabor sem comparações, ele não pode ser transmitido ou armazenado como uma imagem, é fugaz, pessoal e momentâneo.
Saboreamos tudo, da coxinha do bar da esquina ao terceiro e sexto prato de uma refeição tipo degustação. São estas memórias que vão criar a nossa cultura culinária. O gosto e cheiro das especiarias, sozinhas e combinadas com vários sabores, o conhecimento dos ingredientes, as várias técnicas que vão mudar o sabor de um prato.
É preciso insistir que o gosto de cada um é pessoal, seja fiel ao seu próprio paladar e olfato, não se deixe enganar por propagandas vistosas ou apresentações mirabolantes, o único momento que importa é o íntimo contato da boca com o alimento. Deixe que o sabor desperte os sentimentos dentro de você, permita que eles o guiem, não importando se está comendo o espetinho de gato do futebol ou um prato do mais famoso chefe da cidade.
Experimente e compare tudo, do sanduíche com gosto de caixa de isopor à melhor vieira, ao percorrer esta trilha estará no caminho certo para a verdadeira cultura culinária. Só posso lhe dizer uma coisa, é uma jornada deliciosa.
Abraço,
Alê
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